Festival da Saúde Mental

Durante o mês de Novembro celebrou-se a terceira edição do Festival de Saúde Mental, Cinema, Artes e Informação. A OhKey.OhMy! teve a grande responsabilidade (e honra!) de assumir o Design deste ano. Vamos contar como tudo aconteceu, o que é ao certo este festival e quem são os envolvidos.

 

Como começou?

A relação entre a OhKey.OhMy! e o Festival da Saúde Mental teve um início bastante peculiar. De certa forma, podemos dizer que é apenas um exemplo de que estar presente nas redes sociais é de facto importante. Ora então, no dia 31 de Janeiro celebra-se o Dia ao Contrário e resolvemos fazer uma publicação rápida (e pelos vistos eficaz!) que atraiu a atenção de uma pessoa em especial.

Num primeiro contacto, fomos abordados de uma forma bastante direta com uma pergunta que até hoje me rouba um sorriso: “São todos portugueses na empresa?”. Apenas cinco palavras, três delas bem pertinentes. Depois da resposta sincera, mas elaborada (na tentativa de causar boa impressão) foi explicado o porquê da mesma. Acabamos por concordar em vários aspectos, e sorte a minha, dei a resposta certa!

Ficaram curiosos com o porquê dessa pergunta? É simples. Quando se fala em saúde mental, automaticamente se associam imagens cabisbaixas. O objectivo deste festival é precisamente o contrário. Não é sobre a doença em si, é sobre a superação. Não é sobre a vergonha estigmatizada, é sobre quebrar o tabu. E a verdade é que Portugal só agora começa a dar os primeiros passos neste tema.

Foi marcada uma reunião, apresentaram-se propostas de trabalho, e o resto é história.

O que é o Festival da Saúde Mental?

De uma forma bem curta: é só essencial.

A referência e inspiração surge de um festival do género, na Escócia – o SMHAFF –, em 2017. Começou tudo do nada, apenas com uma ideia. A esta ideia está associada a perseverança da directora, que tem uma capacidade gigante de envolver e suscitar interesse em várias entidades. E em apenas 3 anos, o Festival Mental cresceu a olhos vistos.

No primeiro ano durou apenas 4 dias, em Lisboa. Mas a semente foi bem plantada. No ano seguinte, a programação estendeu-se até ao Porto. E agora, em 2019, contou com actividades que preencheram o mês de Novembro, nas duas cidades.

 

 

Esta iniciativa assume a responsabilidade de promover a saúde mental junto de diferentes públicos, dos mais velhos aos mais novos – o Mental Júnior, com programação especial. Tem o grande objectivo de combater o estigma através das artes em geral, do cinema em particular, e da informação, claro.

O Mental apresenta mostras de cinema internacional (M-Cinema), que este ano contou com mais de 120 participações de todo o mundo. Traz debates públicos (M-Talks) sobre os temas de destaque de cada ano, seguidos de sessões de Cinema com filmes que abordam o assunto. Há Teatro, Dança, exposições de Artes plásticas, Literatura com mais um lançamento de livro de chancela própria. E este ano contou com um novo e excitante projeto sobre Música: My Story, My Song. Aqui, os artistas são convidados a partilhar momentos menos felizes da sua vida, fazendo interpretações dos temas que os ajudaram a superar.

Todos estes momentos tiveram em atenção a escolha de ambientes comuns e espaços seguros, como auditórios ou cinemas, onde há um convite claro à partilha ao mesmo tempo que se combate o estigma e o preconceito.

 

Quem são os envolvidos?

Se já tiveram oportunidade de ver qualquer coisa sobre o Mental, percebem a vontade que dá de dizer: toda a gente!

Desde a Direcção Geral de Saúde, ao Programa Nacional de Saúde Mental, passando por Rádios e Televisões, Câmaras e Juntas de Freguesia, a Associação Mutualista Montepio, a Santa Casa da Misericórdia… enfim. Deixo aqui o vídeo com todos aqueles que contribuíram, de uma forma ou outra, para que o Mental fosse possível.

Não esquecer ainda a quantidade de profissionais de saúde (médicos e psicólogos, entre outros), jornalistas e artistas das mais diversas áreas que se juntaram ao Festival.

Mas nada disto seria possível sem a directora e curadora, Ana Pinto Coelho, e o director de Comunicação, João Gata. Foram estes dois nomes que ao longo de vários meses me acompanharam para o desenvolvimento de todo o trabalho. Não estou aqui para falar dos seus currículos (que são incríveis, btw) mas sim da relação que foi criada durante o processo. Mesmo sendo à distância, foi sempre bem próxima e calorosa. Mais tarde juntou-se a Catarina Belo e a Sara Pinto Coelho. Uma equipa pequenina, polivalente e afectuosa. E sabem que mais? Trabalhar assim dá gosto.

Parabéns e muito sucesso!

Desse lado, fiquem atentos… ouvi dizer a 4º Edição já está a espreitar!

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