To Do List:

To do List: especial quarentena. Ou talvez não…

Quarentena… Este podia ser mais um artigo com variadíssimas opções de actividades para fazer nestes tempos mais complicados que vivemos. Mas não é, lamento.  Ler, escrever, ver séries, organizar a casa, treinar ou cozinhar já são actividades desempenhadas no meu dia-a-dia. Aliás, para quem já trabalhava em casa a rotina não deve ter mudado assim tanto. O dia continua a ter apenas 24 horas.

Sei que existem casos mais complicados, como quem agora tem (sempre) os miúdos em casa, ou até alguns idosos cujo momento alto do dia era sem dúvida o seu passeio. Mas neste momento, o melhor que temos a fazer é optar pela distância social física.

A verdade é que ninguém sabe ao certo até quando teremos de ficar de quarentena, em casa, isolados de quem mais gostamos, a inventar actividades que pelos vistos agora têm todas de ser gravadas em time-lapse.

 

Por aqui a rotina continua, com maior hipótese para colocar projectos em dia, actualizar aprendizagens e continuar a normalidade das lides da casa.

Nos tempos livres, actualizo também o descanso. Físico e mental. Não quero com isto dizer que ganhei um afecto especial pelo sofá. É importante manter rotinas, horários, e estimular o corpo e a mente. Aí está a palavra chave da quarentena: estímulos – para manter corpo e mente sã. Mas por descanso, refiro-me ao refúgio do stress normal do dia-a-dia.

Mas, acima de tudo, aproveita-se…

para reflectir, para reconstruir.

De um dia para o outro, tudo o que tínhamos como certo e garantido, deixamos de ter. Deram mesmo valor ao último abraço que deram aos vossos pais? Realmente aproveitaram para passear e sentir o quentinho do Sol na pele? Aposto que se soubessem que era o último assado de domingo tinham comido mais um bocadinho… Aproveitem estes momentos de isolamento da mesma forma. Deem valor ao tempo.

Aproveitem para se reinventarem, para se libertarem mesmo sentindo-se presos. O medo colectivo que temos vindo a sentir, este sentido de responsabilidade por nós e pelos outros, tem de ser o gatilho para a mudança. Que esta quarentena nos sirva quase de quaresma para nos preparar para todas as transformações que devem ser feitas. Hábitos alimentares, hábitos de consumo, hábitos sociais. Em tempo de crise, crie. É só um “s” que cai. Talvez esse “S” seja apenas de Superficial de tantas coisas que agora não temos e que na verdade, não precisamos.

Muito terá que mudar, e acredito que não vamos ficar todos bem. Vamos ficar melhores. Enquanto “eu” e enquanto “nós”.

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